27 setembro 2014

Visitando museus online: dicas e sugestões

Créditos da imagem de plano de fundo: Prise de vue au LaM et montage à partir d'une œuvre de Thomas Key, "Portrait d'homme avec une fraise" (détail), huile sur bois, Palais des Beaux-Arts de Lille © DR.

Quem acompanha o blog da Pipa ou nossos perfis nas redes sociais já sabe que a gente adora Museu. Tanto que não fazemos mais tanta questão se a visita é presencial ou não, desde que toda semana façamos uma visita a algum deles.

Antes, quando não tínhamos a oportunidade de realizar visitas presenciais fora da nossa cidade, escolhíamos as livrarias para adquirir livros como Bags ou MoMA Highlights. Hoje, graças a web a gente pode acessar os mais diferentes tipos de museus das mais variadas formas possíveis. São apps, perfis nas redes sociais, portais com tecnologia Street View e grandes bancos de informação digital que permitem ao visitante horas de visitação extremamente satisfatória.

É claro que nós também gostamos muito de visitar os museus presencialmente, como dá pra ver pelas nossas postagens sobre o Louvre-Lens ou sobre o Paço do Frevo, mas a gente acredita que é muito importante haver alternativas que garantam o acesso não presencial também. Eu, por exemplo, deixei de ter uma visão "romântica" em relação a muitas questões que colocam experiências presenciais em oposição, no pior sentido do termo, às experiências virtuais. Realmente acredito que ambas podem coexistir harmonicamente somando muito mais do que subtraindo.

Sem falar na comodidade. Imagine um passeio escolar que pode ser guiado por qualquer professor, em qualquer parte do mundo, ao Museu do Louvre, por exemplo. Ou imagine seu filho descobrindo que no Instagram ele pode ter acesso a detalhes das obras de arte do MoMA. É uma ótima concorrência para os selfies de espelho de elevador ou as imagens de "bons drinks" do fim de semana.

Foi seguindo essa linha de pensamento que decidi trazer aqui para o blog uma listagem de experiências legais de visitação virtual a museus. Mas, tenha cuidado! Os acessos são extremamente viciantes para quem gosta de História e Arte, o que não é necessariamente ruim, mas vai fazer você querer passar horas acessando. Fica o alerta.

No Instagram



Sem dúvida uma das minhas formas preferidas de acesso online a museus, pois já existe um curador que seleciona as obras e as posta ao longo da semana ou mesmo diariamente. Também são publicadas notícias e promoções, o que facilita em caso de planejamento de viagens. Outro ponto positivo é que alguns perfis repostam fotos dos seguidores através da marcação de hashtags, ou seja, todos podem participar contribuindo com suas próprias imagens. Alguns dos perfis mais ativos na rede: @museelouvre@metmuseum@lacma@themuseumofmodernart@brooklynmuseum@mfahouston@newmuseum@tategallery@philamuseum@nybg@powerhouse_museum@barbicancentre@guggenheim@britishmuseum@amnh@museofridakahlo@museomalba@mamoficial@museudeartedorio.


No Facebook



Há diversos museus, de todas as partes do mundo, com páginas ativas no Facebook. Ao assinar o feed de notícias dessas páginas, recebemos em nossa timeline inúmeras informações sobre obras, montagem de exposições, notícias e promoções. É interessante porque nos aproxima tanto das obras como da estrutura do lugar. As fanpages também permitem a interação do público que emite abertamente suas opiniões, o que é bastante útil na hora de definir qual museu escolher no caso de uma visita presencial. Fanpages ativas que você pode assinar: museedulouvre, museedorsaymusee.lamrijksmuseumVanGoghMuseummbaNancymetmuseumMuseumofModernArtmuseumbagsandpurses, museofridakahlomonmuseumuseudeartedorio,


Apps



Aplicativos são outro meio bastante estimulante de fazer visitas virtuais a museus. Basta sacar o celular, onde quer que você esteja, e começar a navegar. Nessas aplicações há desde mapas da estrutura dos museus até audiodescrições das obras. Alguns museus já utilizam apps próprios, como é o caso do Louvre-Lens que mencionei nessa postagem aqui e do The British Museum. Além da viagem virtual pelo museu é uma excelente oportunidade para treinar a escuta para os aprendizes de línguas. Apps legais e gratuitos para utilizar:

Android iOS


Portais



Google Art Project

Uma excelente opção para quem quer se sentir realmente dentro do museu. O legal é que o portal usa a tecnologia do Google Street View, que permite ao usuário controlar sua trajetória como se estivesse nos corredores do museu.

A tecnologia permite uma navegação 3D construída a partir de imagens em alta resolução. Ao se posicionar frente a uma obra é possível alcançar níveis de zoom suficientes para ver até a textura das pinceladas de cada obra.

Detalhe do nível médio de zomm da obra The Great Picture, 1646. Attributed to Jan van Belcamp | Lakeland Arts - Abbot Hall Art Gallery and Museum.

A busca pode ser feita por tipo de mídia, por obra, por artista, por coleção etc. E ainda é possível montar uma espécie de "playlist" de visitas na opção "Minhas Galerias". O conteúdo é alimentado pelo acervo do Google Cultural Institute que é um programa de parcerias que o Google estabelece com centenas de museus, instituições culturais e acervos históricos para disponibilizar online os patrimônios culturais do mundo.

É onde invisto mais tempo durante minhas visitas virtuais. Antes de poder viajar visitei virtualmente diversos museus e cidades. Quando estive nos locais era como se já os conhecesse. Facilita, e muito, o processo de ambientação no local.

BnF - Bibliothèque nationale de France



Não posso deixar de fazer a menção mais do que honrosa ao portal da Bibliothèque nationale de France que é, na minha opinião, um dos melhores portais para se ter acesso a obras de arte e outros documentos históricos do mundo. Extremamente antenado e engajado com o digital o portal possui um dos maiores acervos digitais do mundo entre livros completos, gravuras, revistas, áudios, partituras, mapas, pinturas, manuscritos e muito mais. Tudo disponível online, em alta resolução e com sistema de buscas muito eficiente.

A Gallica é o braço digital da Biblioteca onde qualquer pessoa pode realizar pesquisas no acervo. A navegação na Gallica pode ser feita em francês, inglês, espanhol, português e alemão. Como se não bastasse o rico acervo, tudo está integrado com as redes sociais e ainda há app disponível para Android e iOS. Não é necessariamente um museu, mas vamos combinar que pelo tamanho do acervo chega a ser muito melhor.

E você? Costuma visitar museus online? Diz pra gente nos comentários!